A partir desta semana, o Sebrae/RJ intensificará o trabalho de orientação às empresas dos municípios da Região Serrana, com pontos de atendimento especiais em Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis e Areal.
Empresários e empreendedores poderão tirar dúvidas sobre linhas de crédito, isenção e prorrogação de tributos, abertura e legalização de empresas. Serviços como emissão de certidões empresarias e expedição de documento de identificação também serão oferecidos gratuitamente.
A ideia é que pontos de atendimento temporários sirvam de base para entidades afins, bancos e agências de fomento. Por exemplo, graças a uma parceria com a Jucerja, haverá emissão gratuita certidões empresariais. Já em Nova Friburgo, o Detran expedirá segunda via de carteira de identidade.
Outra ação em andamento é o mapeamento de demadas e ofertas e a identificação de oportunidades de negócios, por meio de visitas de consultores às empresas e preenchimento de um diagnóstico por empresários que comparecem aos pontos de atendimento.
Confira datas e locais:
Nova Friburgo
Praça Demerval Barbosa Moreira (em frente à catedral)
Até dia 28/2
De segunda a sábado, das 9h às 18h
Petrópolis
Sub-prefeitura em Itaipava - Estrada União e Indústria – 10/ 770 – Itaipava
De 2/2 a 16/2
De segunda a sexta, das 9h às 18h
Teresópolis
Praça da Matriz - Santa Tereza / Várzea
De 2/2 a 16/2
De segunda a sexta, das 9h às 18h
São José do Vale do Rio Preto
Praça João Werneck - Centro
De 3 a 17/2
De segunda a sexta, das 9h às 18h
Areal
Av. Amaral Peixoto, 238 – Centro
De 3 a 17/2
De segunda a sexta, das 9h às 18h
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Encontro marcado
III.Comboio CESORJ
Prioridades para este final de semana - III.Comboio
Em termos de donativos: rodos, vassouras, material de limpeza em geral...
Em termos de voluntarios: engenheiros, geologos e pessoas dispostas a limpar casas...psicologos, medicos, enfermeiros, assistentes sociais e veterinarios nao preciso nem mais citar, ne?
Iremos subir este final de semana para limpar escolas, avaliar risco de casas, continuar o cadastro de sobreviventes e suas necessidades, resgatar caes... e o que mais for preciso e que normalmente "pinta", brota ou cai no nosso colo em meio ao planejamento que vive mudando devido ao caos, principalmente informacional e organizacional que encontramos no local.
Em termos de donativos: rodos, vassouras, material de limpeza em geral...
Em termos de voluntarios: engenheiros, geologos e pessoas dispostas a limpar casas...psicologos, medicos, enfermeiros, assistentes sociais e veterinarios nao preciso nem mais citar, ne?
Iremos subir este final de semana para limpar escolas, avaliar risco de casas, continuar o cadastro de sobreviventes e suas necessidades, resgatar caes... e o que mais for preciso e que normalmente "pinta", brota ou cai no nosso colo em meio ao planejamento que vive mudando devido ao caos, principalmente informacional e organizacional que encontramos no local.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O poder da responsabilidade no voluntariado
Como voluntários, a princípio não recai sobre nós grande responsabilidade. Estamos lá porque queremos, porque decidimos, porque empenhamos nossa vontade, dedicamos nosso tempo e ocupamos um espaço carente de AtenÇÃO.
Mas a realidade é que a responsabilidade exatamente pelo voluntariado ser em área cronicamente carente, é crucial e delicada em uma região abandonada pelo Estado desde sempre, onde coleta de lixo é quinzenal quando não sazonal ou inexistente, onde a justiça é feita pelas próprias mãos e práticas de pedofilia são parte do contexto de miséria e um tal de "contexto cultural da zona rural", onde as pessoas consideram quem ganha R$540 de pensão como viúva uma pessoa rica e abastada, e onde o descontrole da falta de informação e articulação da ajuda leva a exageros e desmedidas.
Como reclamar de uma família abandonada sempre à própria sorte, que perdeu tudo ou ao menos boa parte do sustento e que estoca comida para três meses - até porque se chover novamente, podem ficar isolados mais uma vez?
Como saber se negar algo poderá representar a falta e a angústia? Como saber se a pessoa irá estocar para uso próprio ou para a revenda?
No QG do CEASA isto fica ainda mais difícil - não se tem acesso ao local de moradia e estoque da pessoa - e é dura a psicologia do voluntário: não pode liberar os donativos sem um cadastro, mesmo quando o cadastro é difícil de ser feito em uma região onde nomes de localidades nem no mapa estão. Como dizer sim ou, pior, não para alguém que vem de longe, a pé, a cavalo ou de carro em busca de ajuda, de comida e água? Ao mesmo passo que é revoltante pensar que se está dando donativos para aproveitadores. Quem é quem nesta história toda, onde não há bem ou mal, exceto no que trata saqueadores e revendedores.
O poder do voluntário de inferir no destino imediato de cada pessoa é algo que tem que ser feito por intuição, com o mínimo de informação que nos é possível ter, sondando com conhecidos a cerca da história e índole de determinada pessoa, acesso às poucas informações cadastrais... e, no campo, entrar nas casas das pessoas para checar se há abusos - o que, em última instância, é um abuso por si só.
Todavia, se não entrarmos para checar - o que é feito, lamentavelmente, pelo princípio da desconfiança e, graças ao Amor com o qual nos empenhamos, da motivação de poder levar aquilo do que carecem as pessoas, humildes e submissas às situações, tal qual o poder da elite local e o poder público gostam que seja - não temos como beneficiar de fato.
Isto tudo me lembra uma frase ouvida em filmes de guerra: "épocas extremas necessitam de medidas extremas".
Contudo, que a extremidade seja a ponta reflexiva do coração que aponta amorosamente as atitudes e ações corretas a serem tomadas para beneficiar a todos da maneira mais justa que o caos da atualidade permite.
Mas a realidade é que a responsabilidade exatamente pelo voluntariado ser em área cronicamente carente, é crucial e delicada em uma região abandonada pelo Estado desde sempre, onde coleta de lixo é quinzenal quando não sazonal ou inexistente, onde a justiça é feita pelas próprias mãos e práticas de pedofilia são parte do contexto de miséria e um tal de "contexto cultural da zona rural", onde as pessoas consideram quem ganha R$540 de pensão como viúva uma pessoa rica e abastada, e onde o descontrole da falta de informação e articulação da ajuda leva a exageros e desmedidas.
Como reclamar de uma família abandonada sempre à própria sorte, que perdeu tudo ou ao menos boa parte do sustento e que estoca comida para três meses - até porque se chover novamente, podem ficar isolados mais uma vez?
Como saber se negar algo poderá representar a falta e a angústia? Como saber se a pessoa irá estocar para uso próprio ou para a revenda?
No QG do CEASA isto fica ainda mais difícil - não se tem acesso ao local de moradia e estoque da pessoa - e é dura a psicologia do voluntário: não pode liberar os donativos sem um cadastro, mesmo quando o cadastro é difícil de ser feito em uma região onde nomes de localidades nem no mapa estão. Como dizer sim ou, pior, não para alguém que vem de longe, a pé, a cavalo ou de carro em busca de ajuda, de comida e água? Ao mesmo passo que é revoltante pensar que se está dando donativos para aproveitadores. Quem é quem nesta história toda, onde não há bem ou mal, exceto no que trata saqueadores e revendedores.
O poder do voluntário de inferir no destino imediato de cada pessoa é algo que tem que ser feito por intuição, com o mínimo de informação que nos é possível ter, sondando com conhecidos a cerca da história e índole de determinada pessoa, acesso às poucas informações cadastrais... e, no campo, entrar nas casas das pessoas para checar se há abusos - o que, em última instância, é um abuso por si só.
Todavia, se não entrarmos para checar - o que é feito, lamentavelmente, pelo princípio da desconfiança e, graças ao Amor com o qual nos empenhamos, da motivação de poder levar aquilo do que carecem as pessoas, humildes e submissas às situações, tal qual o poder da elite local e o poder público gostam que seja - não temos como beneficiar de fato.
Isto tudo me lembra uma frase ouvida em filmes de guerra: "épocas extremas necessitam de medidas extremas".
Contudo, que a extremidade seja a ponta reflexiva do coração que aponta amorosamente as atitudes e ações corretas a serem tomadas para beneficiar a todos da maneira mais justa que o caos da atualidade permite.
domingo, 30 de janeiro de 2011
II.Comboio CESOrj - Notícias do front – Incursões ao campo
Saída conturbada com a perda de dois jipes por motivos de força maior, retenção no pedágio por mudança na regra de gratuidade para voluntários – esse absurdo que é o Brasil e, principalmente, a CRT! Obrigado ao Supervisor Torres que nos "bancou".
Obstáculos de acordo com o poder de beneficiamento que iriamos encontrar após passar por uma Serra que acordava reluzente ao calor e Luz do Sol que nos guiava.
Chegada em Conquista mais organizados que imaginávamos.
Os diretores do CEASA, Luiz Claudio, Olavo e Ronaldo dão um banho de dedicação, competência e preocupação com os moradores ao seu redor. Convergiram os esforços de associações comerciais, igrejas e associações de moradores para conduzir um mapeamento do quadro das áreas que cercam o CEASA em parceria com o CESOrj que cede voluntários, expertise (montagem de formulários e gerenciamento de informação) e logística de transporte 4x4.
Em meio ao trabalho, aparições repentinas e conflitantes entre si da Cruz Vermelha Nacional e Cruz Vermelha Regional, tanto do Rio, quanto de Teresópolis. E a WSPA, que atendeu a inúmeros animais e foi sempre solícita e parceira na troca de informações.
Três jipes levaram donativos e voluntários a locais um pouco mais distantes, onde os holofotes não chegam. E poucos donativos também.
Caso de pedofilia (em investigação), ameaças de suicídio (em tratamento), jipes desatolando carros de passeio, triagem de pessoas, três carretas descarregadas pelos voluntários CESOrj e muitas histórias dos locais indo do fantástico ao triste, passando pelo surreal.
Os limites de exploração encontraram pessoas isoladas, caminhão do exército atolado transportando corpo recém-encontrado, retroescavadeira destruindo ponte e atrasos no cronograma aguardando o exército reconstruir a ponte de madeira.
O ponto alto, contudo, foi a volta da Luz no exato momento em que deixávamos donativos na casa de uma moradora em área relativamente isolada. “Vocês trouxeram a Luz da esperança”.
Missão de sábado dada e cumprida com Amor.
Domingo entregaremos o prometido sábado e continuaremos mapeando sobreviventes, suas necessidades e buscando chegar onde até aqui apenas donativos entregues por helicóptero chegaram.
Obstáculos de acordo com o poder de beneficiamento que iriamos encontrar após passar por uma Serra que acordava reluzente ao calor e Luz do Sol que nos guiava.
Chegada em Conquista mais organizados que imaginávamos.
Os diretores do CEASA, Luiz Claudio, Olavo e Ronaldo dão um banho de dedicação, competência e preocupação com os moradores ao seu redor. Convergiram os esforços de associações comerciais, igrejas e associações de moradores para conduzir um mapeamento do quadro das áreas que cercam o CEASA em parceria com o CESOrj que cede voluntários, expertise (montagem de formulários e gerenciamento de informação) e logística de transporte 4x4.
Em meio ao trabalho, aparições repentinas e conflitantes entre si da Cruz Vermelha Nacional e Cruz Vermelha Regional, tanto do Rio, quanto de Teresópolis. E a WSPA, que atendeu a inúmeros animais e foi sempre solícita e parceira na troca de informações.
Três jipes levaram donativos e voluntários a locais um pouco mais distantes, onde os holofotes não chegam. E poucos donativos também.
Caso de pedofilia (em investigação), ameaças de suicídio (em tratamento), jipes desatolando carros de passeio, triagem de pessoas, três carretas descarregadas pelos voluntários CESOrj e muitas histórias dos locais indo do fantástico ao triste, passando pelo surreal.
Os limites de exploração encontraram pessoas isoladas, caminhão do exército atolado transportando corpo recém-encontrado, retroescavadeira destruindo ponte e atrasos no cronograma aguardando o exército reconstruir a ponte de madeira.
O ponto alto, contudo, foi a volta da Luz no exato momento em que deixávamos donativos na casa de uma moradora em área relativamente isolada. “Vocês trouxeram a Luz da esperança”.
Missão de sábado dada e cumprida com Amor.
Domingo entregaremos o prometido sábado e continuaremos mapeando sobreviventes, suas necessidades e buscando chegar onde até aqui apenas donativos entregues por helicóptero chegaram.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Contas da CEG canceladas
A CEG, responsável pela distribuição de gás natural na região serrana, cancelou as contas com vencimento dia 26 deste mês, em solidariedade às famílias atingidas pelas chuvas. A empresa também não emitirá cobrança relativa ao período de interrupção do abastecimento.
De acordo com a CEG, a rede de distribuição de gás natural que atende 1.047 clientes, em Nova Friburgo, está totalmente recuperada e em funcionamento. Em Petrópolis, além do posto de GNV de Teresópolis, o fornecimento de gás não foi prejudicado. Para facilitar a comunicação com os clientes, a companhia instalou um posto de atendimento na sede da prefeitura para atender a pedidos de religação de gás e esclarecer dúvidas. O atendimento é das 10h às 16h. A CEG disponibiliza ainda para os clientes os telefones 08000-240197 (atendimento 24 horas, inclusive sábados, domingos e feriados) e 08002820205 (das 7h às 19h).
Fonte: O Globo
De acordo com a CEG, a rede de distribuição de gás natural que atende 1.047 clientes, em Nova Friburgo, está totalmente recuperada e em funcionamento. Em Petrópolis, além do posto de GNV de Teresópolis, o fornecimento de gás não foi prejudicado. Para facilitar a comunicação com os clientes, a companhia instalou um posto de atendimento na sede da prefeitura para atender a pedidos de religação de gás e esclarecer dúvidas. O atendimento é das 10h às 16h. A CEG disponibiliza ainda para os clientes os telefones 08000-240197 (atendimento 24 horas, inclusive sábados, domingos e feriados) e 08002820205 (das 7h às 19h).
Fonte: O Globo
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Doações para o Lar Abrigo Amor a Jesus
O Lar Abrigo Amor a Jesus (Laje), que no momento recebe desabrigados da chuva, precisa de doações para continuar amparando as vítimas da tragédia. As necessidades mais urgentes são leite, trigo, açúcar, uma bomba trifásica, para tirar água de poço, e uma bifásica, para a máquina de secar. Além disso, o Laje pede a participação da comunidade com voluntários, já que estão chegando cada vez mais idosos no local.
Fonte: Jornal A Voz da Serra
Fonte: Jornal A Voz da Serra
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